Filha
que sou da cidade de Pastos Bons, e uma dos membros da família Oliveira Rêgo
nascida no casarão que considero “Patrimônio histórico” da mesma, onde seu
primeiro proprietário, meu avô Renato Fernandes de Oliveira, homem empreendedor
e político, deixou como parte de mais um símbolo da história dessa cidade, que tenho
como hábito chamá-la de “paraíso” pelas tantas belezas naturais que a compõe. No
momento ameaçadas pela trágica realidade que assola, arrastando para uma condição
caótica não somente o casarão, mas toda herança simbólica dos nossos
ancestrais, colonizadores das terras, onde edificaram o templo de São Bento,
como Marco Zero da nossa história. Pensando assim, relembro a página 113 do livro Tempo E Memória, do Dr. Celso Barros, que passo aqui na íntegra
para uma possível releitura por parte dos gestores municipais e da população,
pois ambos são “veículos” responsáveis pela história e meio ambiente desse
pequeno torrão:
"No sertão do Maranhão também há uma cidade substituida, Pastos Bons, a mais antiga cidade do sul maranhense, com uma história muito rica e decantada nas lutas que travaram heroicamente seus filhos, nos sonhos que alimenta para crescer e na abundância das pastagens reservadas à criação de gado.
Há muita coisa a denunciar na ação dos que destruíram seu passado e seria até justo condenar os que se uniram ao tempo para desfazer a imagem histórica de Pastos Bons.
Como estão o Pinga, o Balseiro, o Olho d'água de São Bento? E a Igreja que os jesuítas edificaram no século XVIII, com seus velhos "gigantes" destruídos? Como está a fonte dos Fortes, abundante na sua água cristalina, de tão gratas recordações de minha infância?
As fontes estão secando. Os pastos já não bastam para o alimento dos animais, o olho d'água vai aos poucos minguando.
Para denunciar as ações que, ao longo dos anos, vão substituindo a cidade, lançamos há mais de quatro anos este jornal. Fundamos também a Academia, com o nome significativo de Academia de Letras, História e Ecologia de Pastos Bons. Queremos resgatar a imagem da cidade e preservá-la.
É nosso compromisso. É o compromisso de todos os seus filhos, presentes e ausentes. Não preparamos um réquiem para a cidade. Queremos fazer um apelo às autoridades para, todos unidos, defendermos o meio ambiente, que é nossa casa natural, nossa maior riqueza. As agressões contra ela feitas trazem consequências desastrosas, irreparáveis.
Com isto, perde-se a memória. E a cidade sem memória perde seu encanto. É uma cidade ausente, sem sonhos."
Shalom!
ResponderExcluirParabéns Naira Helena, pelo Artigo: "Pastos Bons, Paraíso Ecológico", e as informações que você mencionou do Livro: "Tempo e Memória, do Autor: Dr. Celso Barros Coelho, Jurista, Professor, Advogado, Político e Escritor, Membro da Academia Piauiense de Letras. Excelente conteúdo espero em breve conhecer esta Cidade Histórica para aprofundar minhas pesquisas.
Um abraço,
Creomildo Cavalhedo Leite.
Filosofia-UFT-Palmas-TO.