domingo, 21 de julho de 2013

Homenagem a São Bento



Pastos Bons terra de povo varonil
Nascida em solo fértil
Protegida por São Bento
Quando ainda juvenil

Teus filhos guerreiros
Em julho fincam teu mastro
Com a força e a fé
Dos desbravadores primeiros

Na derrubada do mastro
Não há desilusão nem fracasso
Há o reforço da fé
Desse teu povo guerreiro

Naíra - 20.07.2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pastos Bons, Paraíso Ecológico


       Filha que sou da cidade de Pastos Bons, e uma dos membros da família Oliveira Rêgo nascida no casarão que considero “Patrimônio histórico” da mesma, onde seu primeiro proprietário, meu avô Renato Fernandes de Oliveira, homem empreendedor e político, deixou como parte de mais um símbolo da história dessa cidade, que tenho como hábito chamá-la de “paraíso” pelas tantas belezas naturais que a compõe. No momento ameaçadas pela trágica realidade que assola, arrastando para uma condição caótica não somente o casarão, mas toda herança simbólica dos nossos ancestrais, colonizadores das terras, onde edificaram o templo de São Bento, como Marco Zero da nossa história. Pensando assim, relembro a página 113 do livro Tempo E Memória, do Dr. Celso Barros, que passo aqui na íntegra para uma possível releitura por parte dos gestores municipais e da população, pois ambos são “veículos” responsáveis pela história e meio ambiente desse pequeno torrão:  

         "No sertão do Maranhão também há uma cidade substituida, Pastos Bons, a mais  antiga cidade do sul maranhense, com uma história muito rica e decantada nas lutas que travaram heroicamente seus filhos, nos sonhos que alimenta para crescer e na abundância das pastagens reservadas à criação de gado.
           Há muita coisa a denunciar na ação dos que destruíram seu passado e seria até justo condenar os que se uniram ao tempo para desfazer a imagem histórica de Pastos Bons.
           Como estão o Pinga, o Balseiro, o Olho d'água de São Bento? E a Igreja que os jesuítas edificaram no século XVIII, com seus velhos "gigantes" destruídos? Como está a fonte dos Fortes, abundante na sua água cristalina, de tão gratas recordações de minha infância?
           As fontes estão secando. Os pastos já não bastam para o alimento dos animais, o olho d'água vai aos poucos minguando.
        Para denunciar as ações que, ao longo dos anos, vão substituindo a cidade, lançamos há mais de quatro anos este jornal. Fundamos também a Academia, com o nome significativo de Academia de Letras, História e Ecologia de Pastos Bons. Queremos resgatar a imagem da cidade e preservá-la.
       É nosso compromisso. É o compromisso de todos os seus filhos, presentes e ausentes. Não preparamos um réquiem para a cidade. Queremos fazer um apelo às autoridades para, todos unidos, defendermos o meio ambiente, que é nossa casa natural, nossa maior riqueza. As agressões contra ela feitas trazem consequências desastrosas, irreparáveis.
         Com isto, perde-se a memória. E a cidade sem memória perde seu encanto. É uma cidade ausente, sem sonhos."                        

                                                                      
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