Ferreira Gullar, poeta maranhense, nos agitados anos 60, cita a cidade de Pastos Bons no poema "Homem Comum".feito a chama de um maçarico e pode subitamente
brasileiro, maior, casado, reservista,
e aí estão o Chase Bank,
Ferreira Gullar, poeta maranhense, nos agitados anos 60, cita a cidade de Pastos Bons no poema "Homem Comum".Pastos Bons! Oh! Pastos Bons
Cidade do meu coração
Quando vejo duas serras
Choro de tanta emoção.
Meus pensamentos são tantos
Que mal posso citá-los
Morros, montanhas, plantas, riachos
Só de pensar, gostaria de tocá-los.
Guabiraba, Maria preta, araçá
Todas elas, eu colhi
Junto com amigas
Que na memória guardei
E jamais as esqueci.
Teu Olho D’água musical
Descendo rasgando rochas
Onde mulheres, homens e crianças
Banhavam nus os seus corpos.
A água cristalina borbulhava
Da terra fina e branca
Aonde toda criança vinha
Alimentar sua esperança.
As lavadeiras tagarelas
Com suas barrigas expostas
Animavam o Olho D’água
Que ficava numa encosta.
Nas noites de lua cheia
Minha mãe com a família
Ia ao Olho D’água banhar
E a criançada com receio
Do muçum que havia lá.
A diversão da cidade
era o banho as cinco da tarde
Onde os namorados proibidos
Encontravam-se à vontade.
A igreja com suas paredes seculares
Gigantes a proteger
Era lá a brincadeira
Pra criançada se esconder.
No mês de julho o festejo
De São Bento o Padroeiro
A cidade orgulhosa recebia
Seus mais ilustres festeiros.
A cidade ficava triste
Quando o sino repicava
Anunciando a morte
De um filho que a deixava.
A saudade ainda é maior
Quando lembro o Natal
Preparado por minha mãe
O presépio principal.